
A Symantec divulgou informações do seu último relatório sobre programas fraudulentos, disseminados com a ajuda de medo e ansiedade.
Segundo o documento, gerado com dados obtidos entre julho de 2008 e junho de 2009, os criminosos utilizam táticas de engenharia social para convencer os usuários a instalarem falsos antivírus e sistemas de segurança.
“Muitos criminosos desenvolvem software falso que imita programas de segurança legítimos. O objetivo é enganar e infectar a máquina do usuário para ganhar dinheiro”, disse Paulo Vendramini, diretor de engenharia de sistemas da Symantec para a América Latina.
O estudo apontou que 93% das instalações de software dos 50 principais programas de segurança falsos foram feitas com o conhecimento do usuário. Até junho de 2009, a Symantec detectou mais de 250 diferentes programas falsos de segurança.
Também conhecidos como scareware, esses aplicativos imitam as versões reais de programas populares, mas não fornecem nenhum tipo de proteção. Eles são responsáveis por abrir as portas do computador para outras ameaças, como malware e spyware.
O executivo afirmou que algumas pessoas chegam a ganhar cerca de US$ 330 mil por mês em uma espécie de programa de afiliados. Eles se unem às redes criminosas e ganham uma quantia específica por PC contaminado.
O valor varia de acordo com a localização geográfica do equipamento. Por exemplo, os EUA, o Reino Unido e o Canadá são os países com maior valor no mercado negro da informação. O preço por máquina nessas áreas varia entre US$ 0,55 e US$ 0,52.
Como funciona a contaminação
A contaminação se dá por meio de anúncios falsos de vírus e pragas virtuais em sites com códigos maliciosos. Em alguns casos, páginas populares podem ser invadidas e contaminadas com scripts especiais.
Quando acessados, eles exibem janelas informando que o computador corre risco e que o usuário deve instalar uma solução em caráter de urgência. Alguns dos programas chegam a custar US$ 100 e não surtem efeito algum, só ajudam a agravar a situação.
Uma das formas utilizadas para espalhar os links perigosos envolve a utilização de técnica para promover os sites falsos nos motores de busca como Google e Bing. Os criminosos chegam a comprar até espaço na área de links patrocinados para ganhar mais evidência e credibilidade.
Como se proteger?
A Symantec recomenda que os usuários procurem sempre soluções de segurança conhecidas, tanto em lojas online, quanto nas físicas.
Outra dica importante é sempre pesquisar o histórico da ferramenta na rede, para ver a reação das outras pessoas. Evitar clicar em links suspeitos e manter os programas como firewall e antivírus atualizados também são ações imprescindíveis.

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