Criminosos da computação violam regularmente sistemas de segurança e roubam milhões de dólares e dados de cartões de crédito, em crimes que as companhias mantêm em segredo, afirmou o principal investigador de crimes de Internet do FBI.
Para cada invasão, como os ataques muito divulgados contra a TJX e a Heartland Payment, nos quais quadrilhas de hackers roubaram milhões de números de cartões de crédito, existem outras que jamais conquistam manchetes.
"Dos milhares de casos que investigamos, o público só conhece um punhado", disse Shawn Henry, diretor assistente da divisão de crimes de computação do FBI. "Há casos multimilionários sobre os quais as pessoas nada sabem."
As empresas que são vítimas de crimes da computação relutam em divulgar o fato por medo de que a má publicidade prejudique sua reputação, assuste clientes e reduza lucros. Às vezes, elas nem mesmo reportam os crimes ao FBI. Em outros casos, demoram tanto que se torna difícil obter provas.
"Enterrar a cabeça na areia em lugar de denunciar um crime significa que os bandidos continuam à solta e estão atacando novas vítimas", disse Henry.
Ele afirmou que o problema dos crimes de computação se tornou mais grave nos três últimos anos porque os hackers mudaram seus métodos de ataque, devido ao reforço da segurança pelas empresas.
"As coisas definitivamente se agravaram, sim", disse ele. Isso acontece porque a Internet vem crescendo rapidamente como ferramenta de comércio, e ao fazê-lo empresas e consumidores expõem dados valiosos tais como planos de negócios, números de cartões de crédito, informações bancárias e números de documentos pessoais.
"Existem centenas de bilhões de dólares em circulação na Internet", disse ele.
Os criminosos da computação agora trocaram as grandes empresas, que reforçaram a segurança de suas redes nos últimos 10 anos, por alvos de médio e pequeno porte que não têm recursos, conhecimento ou disposição de tomar medidas preventivas contra a invasão de computadores, afirmou Henry.
LAVANDERIA
Um grupo que fraudou o serviço WorldPay do Royal Bank of Scotland levantou mais de 9 milhões de dólares. O grupo com membros de países que incluem Estônia, Rússia e Moldávia, foi indiciado por comprometer dados de encriptação usados pelo WorldPay, um dos principais serviços de processamento de pagamentos no mundo.
A quadrilha foi acusada de obter dados de pagamento de cartões de débito, que permitem a funcionários de empresas sacarem salários de caixas automáticos. Mais de 9 milhões de dólares foram sacados em menos de 12 horas em mais de 2.100 caixas automáticos espalhados pelo mundo, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Henry afirmou que é relativamente barato montar uma organização de cibercrime.
Alguns grupos consistem de um núcleo de uma dezena de pessoas, incluindo estrategistas, hackers e programadores, que podem começar a operar com um orçamento de poucos milhares de dólares e um link banda larga com a Internet.
Quando o grupo está pronto para lançar um ataque, ele pode contratar centenas de pessoas para ajudarem na lavagem do dinheiro.
Conhecidas como "mulas de dinheiro", essas pessoas frequentemente podem ser acessadas por esquemas de "trabalho em casa", onde são contratadas para descontarem cheques de alguns milhares de dólares em troca por uma porcentagem. O restante do dinheiro descontado é despachado para o grupo central.
"Eu creio que existem pessoas que são completamente ignorantes e outras que preferem ter a cabeça enfiada na areia", comentou Henry.
Fonte: Reuters Brazil
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Imation lança o primeiro disco rígido externo com Wireless USB
O Pro WX armazena 1,5TB de dados, com uma velocidade de transmissão de 15 MB/s.
A Imation anunciou o lançamento de seu disco rígido externo com a tecnologia sem fio USB para PCs e Macs. Baseado na plataforma do Imation Apollo, o Pro WX funciona com uma unidade wireless que envia e recebe dados de um receptor conectado a uma entrada USB de um PC ou MAC . Seu preço, entretanto, é bem salgado.
O aparelho armazena até 1,5 TB de dados e, tendo a porta USB 2.0 como gargalo, transmite a 15 MB/s. Segundo o blog Gadget Lab da Wired, isto representa um quarto da velocidade que o mesmo disco rígido teria se fosse conectado via cabo. Pouco, se considerarmos que um roteador Wi-Fi pode chegar a transmitir a 75 MB/s.
O The Register comparou o Pro WX ao Apple Time Capsule, que utiliza a tecnologia 802.11n Wi-Fi, verificando que a velocidade de transmissão de dados, na prática, é parecida. Mas o aparelho da Apple tem a vantagem de ser também um roteador e poder ser utilizado como dispositivo de rede por várias pessoas, enquanto o da Imation trabalha apena no esquema um-para-um. Além disso, ambos custam, nos EUA , os mesmos US$ 499, portanto o Time Capsule ainda vale mais a pena.
Mas o Pro WX tem alguns truques interessantes. Por exemplo, vem equipado com o software Memeo Instant Backup que permite aos usuários armazenar e sincronizar automaticamente dados de backup – basta apenas aproximar o drive do computador e o backup começa sozinho. No entanto, a funcionalidade serve apenas para PC em um Mac, ele só funciona se for executado em uma máquina virtual Windows. A Imation não disse se o produto funciona com a ferramenta de backup da Apple, Time Machine, mas, segundo The Register não há nenhuma razão para supor que não o faça.
O aparelho está disponível nos EUA por US$ 499. Mais informações podem ser encontradas em tinyurl.com/yk3bqjc .
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